ELETIVAS –1ºA, B, C e D 2ºBIMESTRE - PROFESSORA FABIANE aprofundamento e recuperação
- ELETIVAS –1ºA, B, C e D 2ºBIMESTRE - PROFESSORA FABIANE
Data:23/06/2021
ORIENTAÇÕES: as atividades a ser realizadas no caderno, porém, deverão tirar
fotos(NÍTIDAS) das atividades feitas e encaminhar para o e-mail: fabianeabbamonte@prof.educacao.sp.gov.br
Adicionando a escola, disciplina, nome completo, número e série.
PS. TODAS VALEM AVALIAÇÃO E PRESENÇA.
CASO HAJA DÚVIDAS, ENCAMINHEM PARA MEU E-MAIL ou WhatsApp 11- 968362464.
2º BIMESTRE
Olá estimados alun@s, espero que tod@s estejam bem J
Minhas postagens da disciplina de ELETIVAS DIREITOS E
CIDADANIA no BLOG será QUINZENAL e entrega de atividades deverá ser
dentro do prazo solicitado e dúvidas será contínua, de segunda a
sexta somente no meu e-mail anotado
acima J
PS. TODAS VALEM AVALIAÇÃO!
ATIVIDADES SEMANAIS –
aprofundamento e recuperação. (04 aulas). AVALIAÇÃO 4
Entrega até :28/06/2021.
Agora, leia abaixo com atenção,
respeitando as virgulas, pontos e exclamação e etc. Pois dessa forma terá
melhor compreensão do texto. Dica: leia conversando com o texto e palavras que
desconheça, pesquise o significado no dicionário ou google.
PRECONCEITO,
DISCRIMINAÇÃO E SEGREGAÇÃO: são conceitos diferentes, mas são
parecidos no tipo de ação e no tipo de ação e no tipo de atitude que eles
acabam gerando. Então, tanto o preconceito quanto a discriminação e segregação
existem para a garantia de manutenção das desigualdades sociais. Para que as
desigualdades sociais continuem acontecendo, elas têm maneiras de ações diferentes,
mas no fim, acaba levando uma a outra.
Porque? 1º temos o preconceito que é baseado quase sempre em um estereótipo
negativo sobre um grupo, uma pessoa ou um indivíduo, quer dizer que, se baseia
na característica desse indivíduo. Então o preconceito está quando se fala
sobre alguma característica negativa e se coloca num estigma sobre aquele
individuo ou grupo. Por exemplo:
Quando se fala que o “nordestino é preguiçoso “está se colocando
sobre todo um grupo étnico um estigma, sendo esse estereótipo e garantindo que se perpetue a ideia de que todo o
nordestino é preguiçoso, mas, sabemos que isso não é verdade, isso é
preconceito!
Discriminação: é quando um
preconceito é levado a um grau superior, ou seja, é quando o preconceito entra
em ação porque, as vezes o preconceito só está no discurso e a discriminação
pode estar na ação.
Então, quando existe uma discriminação, a pessoa sofre diretamente
a ação de um preconceito. Exemplo: mulheres mães, tem dificuldade de conseguir
empregos e isso é baseado no estereótipo vindo do preconceito e levado a
discriminação, e essa é levada de fato, por elas não conseguirem empregos para
a garantia de seu sustento. E isso é discriminação no mercado de trabalho
baseado em um preconceito de mulheres que possuem filhos.
Segregação:
ela coloca
fronteiras sociais ou ideológicas ou geográficas para excluir um grupo e negar
a ele o tratamento de igualdade.
É negar a existência de um grupo. Exemplo: o apartheid consistia
em separar negros e brancos por localização e as afrodescendentes também
estavam separadas nos lugares mais pobres e que não tinham acesso a saúde,
educação, saneamento básico etc. Então isso é a segregação, que está em se
considerar superior a um grupo e fingir que ele não existe, excluindo e
separando –o geograficamente, socialmente e institucionalmente.
A segregação também está presente na nossa cidade, como por
exemplo: temos classes sociais que são separadas por bairros, sabemos que
existem periferias e que alguns serviços não chegam, o Estado também não, e
isso também é segregação. E também em ambientes institucionalizados quando por
exemplo: uma universidade e que pequenas parcelas desses alunos são
periféricos, indígenas ou afrodescendentes e que não estão frequentando os
espaços das pessoas que não sofrem preconceitos e nem discriminação em sua vida
cotidiana.
Então por isso, que tem essas diferenças entre esses três conceitos, mas que estão diretamente ligados entre si.
Agora, assista o vídeo abaixo: A importância
da empatia.
https://www.youtube.com/watch?v=gQJmngamIfw
Agora, leia abaixo com atenção J
As pequenas coisas
importam
Na década de 1950, a
segregação e as ideias sobre “raça” determinavam a maneira como os moradores
dos EUA viam outros, bem como a forma como se viam. Como o escritor Jesus
Cólon descobriu durante
uma viagem de metrô em Nova York, as ideias também influenciaram as decisões
que as pessoas faziam sobre os outros.
“Era tarde a noite na
véspera do Memorial Day (feriado em homenagem aos combatentes norte americanos
mortos). Ela subiu no metrô na Estação da Pensilvânia, 34th Street. Ainda estou
tentando lembrar como ela conseguiu para entrar no metrô com um bebê em um braço,
uma mala no outro e dois filhos, um garoto e uma garota de três e cinco anos,
seguindo-a de perto. Se tratava de uma linda mulher branca de uns vinte anos.
Em Nevins Street,
Brooklyn, vimos que estava se preparando para descer na próxima estação,
Atlantic Avenue, a mesma
na que eu ia descer. Assim como foi um problema para ela entrar no metrô, seria
um problema descer com a duas crianças pequenas, um bebê em um braço e uma mala
no outro.
E lá estava eu, também me
preparando para sair em Atlantic Avenue, sem sacolas, nem mesmo o livro debaixo
do braço que costumava levar, sem o qual sinto que não estou completamente vestido.
Quando o trem estava
entrando na estação do Atlantic Avenue, um homem branco levantou-se do assento
e ajudou-a para sair, colocando as crianças na plataforma longa e deserta.
Havia apenas dois adultos
parados na plataforma, passada a meia-noite, na véspera do
Memorial Day.
Pude perceber as escadas
de concreto íngremes e longas que vão para a Long Island Railroad ou para a
rua. Devia oferecer minha ajuda, como fez o homem americano branco na porta do metrô,
colocando os dois filhos fora do metrô? Devia cuidar da garota e do menino,
segurá-los pela mão até chegarem no final das escadas de concreto íngremes e
longas da estação Atlantic Avenue?
A cortesia é uma
característica dos porto-riquenhos. E aí estava eu; um porto-riquenho passada a
meia-noite, uma mala, duas crianças brancas e uma moça branca com um bebê nos
seus braços, que precisava da ajuda de alguém, pelo menos até descer a longa
escada de concreto.
Mas como eu poderia, um
negro e porto-riquenho, chegar perto dessa senhora branca, que poderia muito
bem ter preconceitos sobre negros e qualquer pessoa com sotaque estrangeiro, em
uma estação de metrô deserta tarde da noite?
O que ela diria? Qual
seria a primeira reação desta senhora branca americana, talvez originária de
uma pequena cidade, com uma mala de viagem, dois filhos e um bebê nos braços?
Ela diria: Sim, claro, você pode me ajudar. Ou pensaria que era um excesso de confiança?
Ou acharia talvez ainda pior do que isso? O que eu faria se ela soltasse um
grito quando eu me aproximasse para oferecer minha ajuda?
Eu a estava julgando
errado? Muitas calúnias são escritas todas os dias na imprensa contra negros e
porto-riquenhos. Eu questionava por um longo minuto. As boas maneiras
ancestrais que mesmo entre os mais analfabetos dos porto-riquenhos os pais
passam para os filhos, lutavam dentro de mim. Lá estava eu, bem passada a meia-noite,
enfrentando uma situação que poderia causar uma explosão de preconceito e
condicionamento chauvinista da política de “divide e conquista” da sociedade de
hoje.
Foi um longo minuto.
Passei por ela como se eu não tivesse visto nada. Como se fosse insensível à
sua necessidade. Como um animal bruto que caminha erguido, segui apressadamente
pela longa plataforma do metrô, e deixei para trás as crianças e a mala, e a
ela com o bebê em seus braços. Subi a escada de concreto saltando de dois a
dois até chegar à rua, e o ar frio me deu uma bofetada no rosto.
Isto é o que o racismo, o
preconceito, o chauvinismo e divisões artificiais oficiais podem tornar as
pessoas e até a uma nação.
Talvez a senhora não
tivera preconceitos, afinal. Ou não tivera preconceitos suficientes para gritar
se um preto chegar perto de ela em uma estação de metrô solitária, depois da
meia noite.
Se você não era
preconceituosa, falhei com você, querida senhora. Sei que existe uma possibilidade
entre um milhão de que você leia estas linhas. Estou disposto a assumir esse risco.
Se você não era tão preconceituosa, senhora, eu falhei. Eu falhei com vocês,
crianças.
Eu falhei a mim mesmo.
Enterrei minha cortesia
naquele início da manhã do Memorial Day. Mas esta é uma promessa que faço para
mim, aqui e agora: se volto a me encontrar em uma situação como essa vou oferecer
minha ajuda, não importa como a oferta seja recebida.
Assim, terei recuperado a
minha cortesia.
Agora vamos a Atividade para ser realizada no cadernoJ
1- Qual dilema enfrenta o narrador?
2- Quais riscos ele pensa
que corre, se tentar ajudar a mulher?
3- O dilema teria sido diferente se a mulher
estivesse em perigo?
4- E se o incidente ocorresse
durante o dia?
5- Jesús Colón descreve os
rótulos ou etiquetas que os outros usam para se referir a ele. Que rótulos usa
para se referir aos grupos aos quais ele pertence? E para se referir a outros grupos?
6- Podemos considerar que
Cólon sentiu empatia pela mulher com as crianças no colo? Porque?
7- O que impediu Cólon de
levar sua empatia a uma ação concreta?
8- Quem saiu mais
prejudicado nessa situação? Colón, a mulher ou a sociedade em geral?
9- Agora, use sua criatividade e crie um final diferente
para a história de Colón. Pensando em: o
que você acha que ele poderia ter feito diferente? Como você acha que a mulher
poderia ter respondido a ação que você imaginou para Colón?
BONS
ESTUDOS ;=D
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